Dois espetáculos da MOSTRA NORDESTE e um convidado marcam a programação de sexta-feira, 10, no XVII FNT, Na MOSTRA NORDESTE, o Coletivo de Teatro Alfenim, da Paraíba, apresenta Milagre Brasileiro, às 19h no Teatro Municipal Rachel de Queiroz, e a Pequena Companhia de Teatro, do Maranhão, encena Pai e Filho, às 21h no Teatrinho Rachel de Queiroz. À meia-noite, no Teatro Municipal, o FNT recebe, como CONVIDADO, o grupo da UFBA - Universidade Federal da Bahia, com A Gente Canta Padilha.
Milagre Brasileiro é um espetáculo experimental que aborda os “anos de chumbo” da Ditadura Militar, culminando com a decretação do AI-5. Seu foco é o “desaparecido político”. Sujeito cuja estranha condição, nem morto nem vivo, serve de ponto de partida para a investigação de um dos períodos mais sombrios da história brasileira. A partir da experimentação de novas formas narrativas, e com a execução ao vivo de sua partitura musical, o espetáculo põe em cena a figura mítica de Antígona para dialogar com nossos mortos. Também utiliza como referência o “teatro desagradável” de Nelson Rodrigues e seu “Álbum de Família”. Com texto e direção de Márcio Marciano e direção musical de Wilame AC e Diego Souza, o espetáculo foi contemplado pelo Prêmio Myrian Muniz de Teatro – FUNARTE/2008 e estreou em João Pessoa em março de 2010, no Teatro Ariano Suassuna.
Pai e Filho é uma das poucas produções teatrais maranhenses contempladas no Prêmio Myriam Muniz – FUNARTE/2009 de montagem de espetáculo. A Pequena Companhia de Teatro iniciou a temporada de estreia em abril no Teatro Arthur Azevedo, em São Luís. Criado a partir da obra “Carta ao Pai” de Franz Kafka, o espetáculo tem no elenco Cláudio Marconcine e Jorge Choairy, que vivem respectivamente o pai e o filho. A montagem tem a marca registrada de seu diretor, Marcelo Flecha, que vem experimentando em seus últimos trabalhos o que denomina de teatro mínimo. Um teatro cru, onde o ator reina em cena, sem virtuoses, na busca de composições mais orgânicas em prol de uma boa história.
A Gente Canta Padilha, do premiado ator, diretor e pesquisador Armindo Bião, um dos debatedores do XVII FNT, é um espetáculo musical de teatro de cordel, que realizou uma primeira temporada experimental de 26 de agosto a 5 de setembro último no Teatro Martim Gonçalves, em Salvador, com participantes de um dos grupos de pesquisa da UFBA. Trata da possível transformação de uma personagem histórica do século XIV espanhol, Doña María de Padilla, na entidade da umbanda brasileira contemporânea, Maria Padilha.
Na mostra TEATRO INFANTIL, às 18h na Praça do Artesanato, quem se apresenta é o Circo Tupiniquim, um dos mais tradicionais grupos de teatro infantil do Ceará, que leva ao festival As Estripulias do Macaco Simão. Na mostra PALCO CEARÁ, a Cia Artes Cínicas de Teatro, de Tauá, encena Papoula, às 20h30, também na Praça do Artesanato.
No VIII Encontro e Artistas Pesquisadores, às 14h na Sala do Mosteiro, participam na sexta-feira Armindo Bião (BA) - “Mulheres por um fio (inferno, purgatório e paraíso no Atlântico Negro)”; Hebe Alves (BA) - “Da Negação do Amor: Um estudo da Anatomia Emocional das Personagens da peça Dorotéia de Nelson Rodrigues”; Zeca Ligiero (RJ) - “O Estudo da Verdade da Cena e seus Contextos e Recursos: ritual, jogo, narrativa épica e Performing Art”; e Oswald Barroso (CE) - “A Máscara no Teatro Popular do Nordeste”.
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